Malária transfusional
Amadeo Sáez-Alquézar
Diretor científico da PANEL Assessoria & Controle de Qualidade e Consultor da Organização Panamericana da Saúde
A malária é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium. Quatro espécies são infectantes para seres humanos: Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale (Figura 1). As infecções mais graves ocorrem pelo P. falciparum. A malária é transmitida pela picada das fêmeas de mosquitos do gênero Anopheles. Outras formas de transmissão ocorrem por via sanguínea e vertical (Figura 2). Existe em todas as regiões tropicais e em muitas regiões subtropicais do planeta. Os mosquitos sobrevivem em regiões com temperaturas médias entre 20 – 30ºC, umidade alta e altitude inferior a 1.500 metros. Atualmente a Região sub-Sahara da África é a área mais atingida pela malária. Outras áreas endêmicas também incluem México, Região do Caribe, Norte da América do Sul, Oriente Médio, subcontinente Indiano, Ásia central, Sudeste asiático, Filipinas, Indonésia e sul da China. Anualmente observam-se mais de 300 milhões de casos de malária, no mundo, com um número de mortes entre dois a três milhões, das quais cerca de um milhão corresponde a crianças com menos de cinco anos de idade. Quase 90% das mortes ocorrem na África, na região abaixo do Sahara, aonde a maioria das infecções é causada pelo P. falciparum. A transmissão de malária por via transfusional foi descrita inicialmente em 1911. Está associada à transfusão de sangue total, concentrados de hemácias, de plaquetas e leucócitos(...)
Protocolos de Microbiologia Clínica
Coprocultura
Escherichia coli causadoras de diarréia
E. coli enteropatogênica (EPEC)
São assim definidas as E. coli pertencentes ao sorogrupo epidemiologicamente implicado como patógeno, onde o mecanismo de virulência não está relacionado à excreção de típicas enterotoxinas. Origem e prevalência ainda hoje são controvertidas, pois surtos de infecção são esporádicos. Homem, bovinos e suínos podem ser infectados. A proporção de cepas patogênicas e não patogênicas, embora objeto de intensas pesquisas, ainda é desconhecida. Denomina-se “diarréia infantil” a doença usualmente associada à EPEC. Causa a destruição das microvilosidades intestinais a partir da aderência da bactéria à membrana plasmática do enterócito, aderência esta mediada por fímbrias codificadas por plasmídeos, ocasionando uma diarréia com febre, náuseas e vômitos. EPEC são potencialmente infectantes para crianças e lactentes e a dose infectante é muito baixa. Em alguns casos de doenças em adultos, o inóculo é geralmente similar a outros enteropatógenos (cerca de 106) para causar infecção(...)
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