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Rastreamento molecular do câncer de colo uterino

É possível que, em breve, o rastreamento do câncer de colo uterino deixe de ser baseado no exame citológico convencional e passe a ser baseado em uma metodologia molecular. A partir do momento em que determinados tipos de HPV foram definidos como agentes causais do câncer de colo uterino, despertou-se o interesse pela utilização da pesquisa do DNA-HPV como forma de prevenção da doença. Nos Estados Unidos, a utilização do teste de HPV associado ao exame citológico é recomendada para rastreamento primário do câncer de colo uterino desde 2002 com aprovação do FDA. Em outros países, inclusive na Europa, a utilização do teste de HPV ainda é restrita à triagem de pacientes com resultados citológicos indeterminados (ASCUS), entretanto a sua utilização como teste de rastreamento primário tem sido considerada. Essa tendência deve-se ao fato de que o teste de HPV é substancialmente mais sensível que o exame citológico na detecção de NIC2/3 em mulheres com mais de 30 anos. A vantagem da utilização de um teste mais sensível é a potencial diminuição das taxas de incidência e mortalidade por câncer de colo uterino e a diminuição do número de exames necessários durante a vida, o que é relevante principalmente em países com poucos recursos econômicos. No momento, os estudos estão focados na definição de um algoritmo de triagem para identificação de mulheres HPV positivas e com risco aumentado para desenvolvimento de lesões neoplásicas, como a realização do exame citológico após teste de HPV positivo ou a pesquisa de novos marcadores moleculares. No Brasil, o teste de HPV de alto risco já pode ser realizado através de uma metodologia clinicamente validada, com alta reprodutibilidade, fácil de ser monitorada, com resultado objetivo e de fácil automação. IPOG: Apoio Laboratorial em Biologia Molecular

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